A moral da necessidade
Durante quase toda a história humana, a necessidade foi soberana. Era preciso trabalhar porque havia fome. Era preciso matar animais porque havia corpos a alimentar. Era preciso suportar dor, esforço, repetição e obediên...
Textos publicados no Substack, ordenados por data.
Durante quase toda a história humana, a necessidade foi soberana. Era preciso trabalhar porque havia fome. Era preciso matar animais porque havia corpos a alimentar. Era preciso suportar dor, esforço, repetição e obediên...
Seção 5 — Quando aprender e ser certificado deixam de acontecer no mesmo lugarA seção anterior descreveu o esvaziamento por dentro. Esta descreve o que aconteceu por fora.Quando a universidade deixou de concentrar, com a...
Seção 1 — Onde você se formou?Há perguntas que parecem inocentes só porque foram naturalizadas. “Onde você se formou?” é uma delas.O pequeno constrangimento costuma durar menos de um segundo. Às vezes vem como uma pausa...
Durante boa parte do século XX, o futuro popular tinha uma forma reconhecível. Ele aparecia nos Jetsons como uma casa suspensa no céu, um carro voador na garagem e uma robô doméstica encarregada das tarefas repetitivas....
Seção 4 — O esvaziamento silenciosoDurante muito tempo, a escola pôde parecer coerente consigo mesma porque a forma que adotava e o mundo para o qual preparava estavam razoavelmente alinhados. A arquitetura escolar era r...
Seção 1 — A máquina de sincronizarHá algo de profundamente estranho na escola moderna que quase ninguém mais percebe: ela não foi feita apenas para ensinar. Foi feita para sincronizar.Sincronizar idades, horários, conteú...
Há algo de infantil — e talvez de inevitável — na maneira como os seres humanos imaginam a história. Quase todo mundo toma como medida do mundo o pequeno intervalo em que esteve vivo, somado a um borrão sentimental de me...
Há um ensaio que escrevi em março chamado A Linha de Montagem Invisível. Ele começa com um homem que andava ao lado de trens batendo nas rodas com um martelo. Pelo som, detectava trincas. Durante algum tempo, isso fazia...
Em O Nome da Rosa, Umberto Eco colocou na boca de Jorge de Burgos a convicção de que certos conhecimentos são perigosos demais para circular livremente — e que a forma como chegam ao leitor determina sua legitimidade. Jo...